10 Comments
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Evaldo Balbino's avatar

Prezado Mário, crônica bonita de boa. Aliás, excelente! O perfil desenhado de uma verdadeira educadora. E o de um garoto desde cedo tendo que conviver com os males do moralismo social. Bom que a verdadeira Educação é o que prevalece no seu texto. Parabéns!

Regina's avatar

Que texto mais lindo! Nos leva a uma reflexão perante nossas atitudes!

Uma professora como essa, jamais será esquecida!

Parabéns! Você brilha com os seus textos! Amei!

Bruno lana's avatar

Ótimo texto Sr. Mário, que sirva de exemplo para pessoas que precisam de mudar seus pensamentos e atitudes, tratando as pessoas com respeito.

Lucimari Romana Dipe de Faria's avatar

Estou aos prantos!!! Infelizmente vivi esta cena algumas vezes e sempre tentei ser a D. Clara.

Quanto desmando, desrespeito e falta de educação algumas "diretoras" e outras que recebem algum "poder", acabam por cometer.

Espero que isto só tenha acontecido no passado... que hoje os estabelecimentos de Ensino sejam também local de EDUCAÇÃO.

Gratidão, meu amigo, por lavar a sua alma e a minha.

Coquinho's avatar

Fico feliz e honrado que tenha lido e gostado da dona Clara, meu amigo. Dona Clara, a exemplo do meu avô era uma grande contadora de histórias. E na base do jogral, teatro e "noticiários", um jornal de "curiosidades e luxos" das palavras com nh, lh, ch, etc... ela nos alfabetizou na metade do ano de 1965. Saímos do "primeiro ano atrasado" para o segundo ano direto. Só dois colegas de turma foram para o "primeiro ano adiantado", porque não decoraram a tabuada. Mas todos nós sabíamos ler e escrever direitinho, com muita fluência e segurança. Nós, Evaldo, quando tiramos o primário queríamos que a Dona Clara fosse nossa professora no "Admissão". E choramos muito, quando soubemos que ela não seria mais nossa professora. Coisa de criança, né!? Mas foi a professora que marcou as nossas vidas pra sempre. Quando encontro com os meus amigos do primário, a gente sempre lembra dela. Grande e forte abraço, meu amigo e amiRCo. E muito obrigado pela leitura e pelo retorno positivo.

Coquinho's avatar

Infelizmente, Lucimari, eu enfrentei muitas diretoras tão arrogantes, quanto. E já como profissional da educação. É aquela velha história, né: "quando a educação não é libertadora o sonho do oprimido é ser o opressor", como bem disse Paulo Freire. Muito obrigado pela leitura, Lucimari. Fiquei muito honrado pelo retorno positivo. Forte abraço. Boa noite 🌙.

Coquinho's avatar

Fico feliz que tenha lido meu texto e muito honrado que tenha gostado dele, Bruno. Muito obrigado pelo retorno positivo. Grande e forte abraço, Bruno. Boa noite 🌙.

Coquinho's avatar

Dona Clara, Regina, enfrentou os militares. Salvo engano, em 1966, a nossa turminha do primário foi a única sala de aula, de todas as escolas do primário de São João del-Rei, que não desfilou. "Minhas crianças não têm 'cabeça de papel'", foi o que ouvimos ela dizer à tal diretora. Por outro lado, nossa turminha aprendeu a ler e a escrever rapinho. Choramos muito quando concluímos o primário. Muito obrigado pelo retorno positivo, Regina. Forte abraço. Boa noite.

VANESSA MERIQUI's avatar

Mário, querido. Que sombra e luze sta tua história nos traz. Sombra devoradora dessa diretora, alguém cruel (como muitos), carregada de preconceitos (como muitos), abusando de seu poder (como muitos). Mas que luz essa da professora Clara! Que firmeza e que delicadeza! Que entendimento de seu real papel e de seu ofício. Tão bom encontrar professoras assim, pessoas generosas e inesquecíveis. Eu tive uma professora assim, dona Maria Aparecida Contin, lembro-me do nome dela até hoje. Eu tinha dez anos, era uma boa aluna. Mas naquele ano perdi meu pai. E ser órfã é algo que chama a atenção dos colegas e, infelizmente, não esperta a compaixão, e sim a curiosidade e o preconceito. Fosse hoje eu diria que sofri builling por ser órfã. Ele morreu durante as férias de julho e foi algo tão forte que, quando voltei às aulas, era uma criança completamente diferente pela dor e pela atitude das outras crianças. Pois a professora Maria Aparecida conversou com todos eles, longe de mim, soube depois. E aí me chamou, conversou longamente comigo, me fez chorar o que eu não havia chorado e me acarinhou. Jamais esquecerei daquele momento, da roupa que ela vestia, do local onde estávamos... Pessoas assim são inesquecíveis. Tivemos eu e você este privilégio, Mário querido. Sei que hoje nós dois trabalhamos arduamente para que tenhamos mais professoras Claras e Marias Aparecidas e menos, muito menos, pessoas com grossos canudos feitos de envelope pardo em mãos. Está difícil, mas não desistimos.

Lucimari Romana Dipe de Faria's avatar

Estou aos prantos!!! Infelizmente vivi esta cena algumas vezes e sempre tentei ser a D. Clara.

Quanto desmando, desrespeito e falta de educação algumas "diretoras" e outras que recebem algum "poder", acabam por cometer.

Espero que isto só tenha acontecido no passado... que hoje os estabelecimentos de Ensino sejam também local de EDUCAÇÃO.

Gratidão, meu amigo, por lavar a sua alma e a minha.